Work Card
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TatTOOing-Performance

Work Card (original “Carteira de Trabalho") by TAIOM is a tattooing-performance that was presented at the 1º Salão Vermelho de Artes Degeneradas in Ateliê Sanitário on May 1, 2019, in Rio de Janeiro, and also at the exhibition "O que não é floresta é prisão política" at Galeria ReOcupa on November 20, 2019, in São Paulo.

 
 

TAIOM has been working since 18. Despite having completed tertiary education and being a professional for many years, he has never been part of the formal job market.

The profession of a tattoo artist, while recognized, has never been officially regulated or granted state guarantees.

 
 
 

Confronted with the imminent erosion of workers' rights and having always been on the margins, TAIOM began the piece by creating sketches, drawings, and textual interventions on his official work document, the 'Carteira de Trabalho' (Work Card).

 
 

PROPOsal

- The work involves exhibiting the "Carteira de Trabalho" along with the drawings present on it.

- Offers to tattoo the public for a value they define themselves. There will be no negotiation of the tattooing fee.
The public are free to determine the value they want to pay.

- The determined value is then written and signed on the designated page of the 'Carteira de Trabalho.' The tattoo is done immediately afterward.

* Only individuals over 18 years old are allowed to get tattoos during the performance.

** All hygiene and asepsis conditions necessary for tattooing will be strictly adhered to.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Carteira de Trabalho x Tattoo Flash TAIOM, 2020. Objeto, nanquim sobre documento oficial, 14x20 cm. Trabalhador desde os 18 anos, 3° grau completo e já com 16 anos de profissão, mas nunca fui parte do mercado formal. Tatuador agora já é profissão reconhecida, mas não regulamentada. Não há regras, diretrizes e nenhum amparo do estado. Pouco antes de aprovarem a primeira parte da Reforma Trabalhista, sob o Governo Temer (2017), e diante da eminente obsolescência dos direitos conquistados pelos trabalhadores, dos quais eu sempre estive a parte, iniciei o trabalho com desenhos e interferências textuais naquele documento oficial que nunca me serviu. Afinal de que vale a Carteira de Trabalho de um tatuador? Transformei o “caderninho azul” numa espécie pequeno portfólio, numa tentativa de validar esse documento que me foi inútil por tanto tempo. Minha jornada trabalhista aconteceu como performance no 1º Salão Vermelho de Artes Degeneradas, em 1º de Maio de 2019 no Rio de Janeiro e no antigo prédio do INSS (hoje Ocupação 9 de Julho), 20 de Novembro de 2019, onde expus desenhos para serem tatuados, por qualquer valor livremente definido pelo contratante, que deverá assinar a Carteira de Trabalho como forma de registrar o vínculo empregatício. Neste vídeo exponho os desenhos e interferências enquanto leio as Regras No Trabalho, poema resultado de cortes e rasuras no texto original do documento.
 

A critique of the performance, written by Professor Dr. Luizan Pinheiro from FAV/ICA/UFPA, is available for download here: